Trabalhadoras de sexo de alguns bairros da cidade de Maputo, acusam a Polícia da República de Moçambique (PRM), de perpetrar crimes de violação sexual durante o calar da noite, momento este em que as autoridades protectoras de segurança e tranquilidade públicas são destacadas para fazer patrulhas.

Segundo algumas trabalhadoras em declaração a TIM, essas violações são frequentes, sendo que para além de violar sexualmente aquelas mulheres, os agentes que deveriam zelar pela segurança, também saqueiam e torturam, amolecendo as suas vítimas com o seu poder concedido pelo Estado.

Como forma de apurar o suposto envolvimento dos agentes, a imprensa questionou o porta-voz do Comando-Geral da Polícia da República de Moçambique, Pedro Cossa, que tratou de não prestar qualquer tipo de declaração, alegadamente por este assunto não constar na lista do habitual briefing semanal apresentado nas terças-feiras.

Na mesma ocasião, Pedro Cossa, não foi capaz de explicar a imprensa, sobre o suposto baleamento de um menor de 17 anos, no bairro de Malhangalene, arredores da cidade de Maputo, na segunda-feira, também pelo facto de a ocorrência não ter constado na sua lista de várias situações notificadas pela polícia no período de 4 a 10 do mês em curso, em todo o país.

Essas acusações aos agentes acontecem depois de na semana passada o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter criticado e prometido ser intolerante contra o comportamento anti-ético de membros da polícia que servem-se do poder concedido pelo Estado para atingir propósitos.

2017-05-30T09:16:52+00:00